A importância da visão...

Olá pessoal!
O fim-de-semana foi bom? Espero bem que sim…
Bem como vocês já devem saber os olhos são os órgãos da visão, ou seja, da percepção da luz e portanto das formas e cores. “O aparelho visual dos animais superiores e sobretudo do Homem é um dos sistemas mais perfeitos e avançados que a evolução pôs a funcionar para se perceber o ambiente. Graças à visão, podemos mover-nos evitando os obstáculos, afastar-nos dos perigos, reconhecer os “amigos” e os “inimigos”. Enquanto outros animais confiam também em sentidos como o olfacto ou o ouvido, para o Homem, a visão é normalmente o principal canal de percepção do mundo exterior.”
No meu último post disse que a retina é constituída por dois tipos de células especializadas na captação da luz: cones e bastonetes. Os bastonetes são responsáveis pela visão com luz reduzida, como por exemplo de noite. Têm uma sensibilidade luminosa que é mais do dobro da dos cones, mas fornecem imagens a preto e branco e menos nítidas. Os cones são activos com luz forte e são sensíveis às cores.
A adaptação à claridade regula de forma involuntária a quantidade de luz que “chega” à retina. Na claridade a pupila diminui e no escuro a pupila aumenta para deixar entrar mais luz, como podemos ver nas fotos.

Bom... Para a semana há mais!

Estudem muito!

A SemSentido,
Marta

A PELE E O SENTIDO DO TACTO

Olá pessoal!
Como já tinha dito na semana passada, a pele é o órgão responsável pelo tacto. Por isso vou falar deste órgão com algum pormenor.
A pele é o maior órgão do corpo humano, chegando a medir 2 m2 e pesar 4 Kg em um adulto. É constituída por duas camadas distintas, firmemente unidas entre si - a epiderme (mais externa, formada por tecido epitelial) e a derme (mais interna, formada por tecido conjuntivo).
Uma vez que toda a superfície cutânea é provida de terminações nervosas capazes de captar estímulos térmicos, mecânicos ou dolorosos, a pele também é o maior órgão sensorial que possuímos, sendo suficientemente sensível para discriminar um ponto em relevo com apenas 0,006 mm de altura e 0,04 mm de largura quando sentido com a ponta do dedo. Essas terminações nervosas ou receptores cutâneos são especializados na recepção de estímulos específicos.


Nas regiões da pele providas de pêlo, existem terminações nervosas específicas nos folículos capilares e outras chamadas terminais ou receptores de Ruffini. As primeiras, formadas por axónios que envolvem o folículo piloso, captam as forças mecânicas aplicadas contra o pêlo. Os terminais de Ruffini, com sua forma ramificada, são receptores térmicos de calor.
Na pele desprovida de pêlo e também na que está coberta por ele, encontram-se ainda três tipos de receptores comuns:
1) Corpúsculos de Paccini: captam especialmente estímulos vibráteis e tácteis. São formados por uma fibra nervosa cuja porção terminal, amielínica, é envolta por várias camadas que correspondem a diversas células de sustentação. A camada terminal é capaz de captar a aplicação de pressão, que é transmitida para as outras camadas e enviada aos centros nervosos correspondentes.
2) Corpúsculos de Meissner: tácteis. Estão nas saliências da pele sem pêlos (como nas partes mais altas das impressões digitais). São formados por um axónio mielínico, cujas ramificações terminais se entrelaçam com células acessórias.
3) Discos de Merkel: de sensibilidade táctil e de pressão. Uma fibra aferente costuma estar ramificada com vários discos terminais destas ramificações nervosas. Estes discos estão englobados em uma célula especializada, cuja superfície distal se fixa às células epidérmicas por um prolongamento de seu protoplasma. Assim, os movimentos de pressão e tração sobre epiderme desencadeam o estímulo.
4) Terminações nervosas livres: sensíveis aos estímulos mecânicos, térmicos e especialmente aos dolorosos. São formadas por um axónio ramificado envolto por células de Schwann sendo, por sua vez, ambos envolvidos por uma membrana basal.
Na pele sem pêlo encontram-se, ainda, outros receptores específicos:
5) Bulbos terminais de Krause: receptores térmicos de frio. São formados por uma fibra nervosa cuja terminação possui forma de clava. Situam-se nas regiões limítrofes da pele com as membranas mucosas (por exemplo: ao redor dos lábios e dos genitais).
Até para a semana!

O SemSentido,
Rafael

O mito de Cassandra

11:31 by Os SemSentido 0 comentários
Olá!

Hoje vou contar-vos uma história bastante conhecida, passada na Grécia antiga. Este mito está relacionado com a crença na existência de pessoas capazes de prever factos futuros.

Cassandra e o seu irmão gémeo, Heleno, ainda crianças, foram ao Templo de Apolo brincar. Os gémeos brincaram até ficar demasiado tarde para voltarem para casa, e assim, foi-lhes arranjada uma cama no interior do templo. Na manhã seguinte, a ama encontrou as crianças ainda a dormir, enquanto duas serpentes passavam a língua pelas suas orelhas, mas as crianças permaneceram ilesas. Após este acontecimento, os ouvidos dos gémeos tornaram-se tão sensíveis que lhes permitiam escutar as vozes dos deuses.
Cassandra tornou-se uma jovem de magnífica beleza, devota servidora de Apolo. Tanto se dedicou ao seu Deus que ele se apaixonou por ela e ensinou-lhe os segredos da profecia. Cassandra tornou-se uma profetisa, mas quando se negou a dormir com Apolo, ele, por vingança, lançou-lhe a maldição de que ninguém jamais viesse a acreditar nas suas profecias ou previsões.
Cassandra passa então a ser frequentemente considerada como louca ao tentar comunicar à população troiana as suas inúmeras previsões de catástrofe e desgraça.
A falta de credibilidade das previsões e profecias de Cassandra levou à destruição de Tróia.
Mais tarde, a profetisa seria assassinada.
Como puderam ver, esta crença já vem de tempos antigos.
Neste caso, estes “poderes” foram oferecidos por um Deus, no entanto, acredita-se que a mente humana possua, naturalmente, esta e outras capacidades que necessitam apenas de ser desenvolvidas.

Para a semana, falarei mais sobre este assunto.
Até lá, deixo-vos o trailler de um filme, que retrata uma parte da história que vos contei.




A SemSentido,
Ana Sofia

Acerca do PALADAR...

Caros seguidores,
Aqui estou eu para mais uma lição acerca do paladar… No meu primeiro post não aprofundei muito na questão do que era propriamente o paladar…porém, fá-lo-ei hoje.
Todos nós sabemos que o nosso corpo é uma “máquina” bastante complexa mas muito eficiente. Neste sentido em especial, são diversas áreas do corpo que intervêm.
O paladar é, como já tinha referido, a percepção de sabores, é considerado um sentido químico, assim como o olfacto, pois depende de estimulantes químicos para que os receptores “funcionem”.

Mas como funciona?
A faringe, palato e epiglote também possuem uma participação na gustação, mas a língua é o principal órgão, e nela se encontram as papilas gustativas, que são formadas por células, que estão directamente ligadas ao cérebro por fibras nervosas. Portanto, essas células sensoriais transmitem as informações que permitem identificar o gosto.
Em cada célula gustativa, existem prolongamentos finos, como pêlos, em sua superfície, que são chamados de microvilosidades, e são essas estruturas que fornecem a superfície necessária para “receber” o paladar.
São várias as papilas gustativas que se encontram na superfície da língua, e suas células sensoriais percebem primariamente quatro sabores: amargo, azedo ou ácido, salgado e doce. A combinação desses sabores, resultam em outros milhares.
As papilas não são inteiramente sensíveis a um só sabor, mas possuem maior sensibilidade para determinados sabores, e diversos tipos de papila são distribuídas por toda a língua, mas como não é de maneira uniforme, em determinadas áreas há concentração de um só tipo. Por isso na região mais perto da língua, percebe-se melhor o sabor doce e salgado, nas laterais o sabor azedo, e na parte de trás, o sabor amargo.

Podem perceber melhor através deste vídeo:



E para terminar, que tal aprender como se diz “paladar” em várias línguas? Ora aqui vai:
Albanês – “shija”
Alemão – “geschamack”
Catalão – “gust”
Checo – “chut´”
Dinamarquês – “smag”
Espanhol – “sabor”
Finlandês – “maku”
Inglês – “taste”
Françês – “goûter”

Querem mais? Bom é só deixarem a sugestão…
Até para a semana!
Saboreia muito….

A SemSentido,
Tatiana

Como captamos os cheiros?

22:19 by Os SemSentido 0 comentários
Olá malta!
Bem cá estou eu para vos dar a conhecer mais noções e curiosidades acerca do olfacto.
Para começar o que é o olfacto? Como funciona? 
O órgão principal do sistema olfactivo é o nariz. As células olfactivas (ou mucosa amarela) localizadas topo da cavidade nasal não captam moléculas dissolvidas no arcomo aromáticas . Funciona da seguinte forma: ao inspirarmos, o ar entra pelo nariz e alcança as células olfactivas, que, estimuladas pelas moléculas aromáticas, enviam impulsos nervosos ao cérebro, onde são produzidas as sensações olfactivas. A sensibilidade das células olfactivas é grande, de modo que poucas partículas são capazes de estimulá-las e produzir uma sensação de odor. Quanto maior o estímulo, é maior intensidade da sensação de odor.
O sistema olfactivo é capaz de detectar um odor de cada vez, sendo que um odor pode ser uma combinação de vários odores diferentes. Em situações nas quais existem vários odores no ar, o odor mais intenso será o dominante, ou não caso de odores da mesma intensidade, uma sensação oscilará entre os odores sentidos.

O olfacto está directamente relacionado com o paladar mas nisso falarei no próximo post.

Deixo-vos uma sugestão de um filme onde o olfacto é um sentido muito muito desenvolvido. Não percam!







O SemSentido,
Alexandre

Mais sobre a visão...

Olá!
Como o prometido é devido, aqui estou eu para vos dar uma breve noção acerca da constituição do olho humano…
No meu último post referi que a esclerótica, a úvea e a retina constituem o globo ocular.
Hoje vou aprofundar um pouco mais sobre estas camadas.
A camada exterior é a esclerótica, de cor branca e muito resistente. Esta comunica com a córnea na parte anterior do olho.
Estas encontram-se cobertas por uma fina membrana transparente designada conjuntiva.
A úvea é a camada intermédia do olho e tem grande quantidade de elementos vasculares.
Esta é formada por várias estruturas: a íris que é de cor variável cujo centro se denomina pupila e que varia de tamanho consoante a necessidade de maior ou menor quantidade de luz; o corpo ciliar que se encontra entre a íris e a coróide; a coróide é uma camada muito irrigada que se situa entre a esclerótica e a retina na parte posterior do olho.
A retina é a camada interna do olho. É transparente e muito delicada.
Consegue captar os estímulos visuais graças às células que são sensíveis à luz (cones e bastonetes). Estas células têm uns prolongamentos que se dirigem até ao nervo óptico que irá recolher os estímulos e os conduzirá ao cérebro…
Para além destas três camadas, há também uma série de estruturas transparentes que preenchem o interior e recobrem a frente do globo ocular. São elas: a córnea (membrana completamente transparente), o humor aquoso (líquido de aspecto e consistência aquosos) e o humor vítreo (substância transparente e de consistência gelatinosa).

Bem… Depois de uma explicação científica nada melhor que aproveitar o fim-de-semana e ver um bom filme.
Deixo-vos aqui uma sugestão: o filme vencedor dos Óscares.



Bom fim-de-semana e estudem muito!

A SemSentido,
Marta

Lição nº1: como conseguimos ouvir?

20:00 by Os SemSentido 0 comentários
Olá amigos!

Bom, no último post dei-vos uma breve introdução do que é a audição. Hoje vou explicar-vos como funciona este sentido.Então, as ondas sonoras entram pela orelha e chegam ao canal auditivo. No fim deste encontra-se a membrana do tímpano que vai vibrar aquando da passagem das ondas sonoras. O tímpano, por sua vez, transmite essas ondulações a três ossos (o martelo, a bigorna e o estribo) que existem numa parte do nosso ouvido: a orelha média. Primeiro as ondas sonoras chegam até ao martelo, este bate na bigorna que, por fim, passa as vibrações para o estribo. Aí começa a orelha interna que é formada pela cóclea, que é um tubo em forma de caracol que transforma as vibrações do estribo em impulsos nervosos enviando-os para o cérebro, para estes serem distinguidos; e pelos canais semicirculares, que são os responsáveis pelo nosso equilíbrio, e que têm no seu interior um líquido cujo movimento informa ao cérebro da posição da cabeça.

O SemSentido,